A rizartrose é a artrose da articulação da base do polegar (trapeziometacarpiana) e provoca dor ao pinçar, girar chaves ou segurar objetos. Em Goiânia, o Dr. Jessie Cardoso (CRM/GO 9363) trata a dor da rizartrose com infiltração guiada por ultrassom e, em casos selecionados, viscossuplementação, depositando a medicação com precisão dentro da articulação para aliviar a dor e melhorar a função da mão, sempre conforme avaliação individual.

O que é a rizartrose

A rizartrose é o desgaste da cartilagem da articulação trapeziometacarpiana, situada na base do polegar, entre o osso trapézio e o primeiro metacarpo. Essa é uma das articulações mais solicitadas da mão, pois participa de praticamente todos os movimentos de pinça e preensão. Com o tempo, o atrito repetido e a perda de cartilagem levam a dor, redução da mobilidade e, em fases mais avançadas, deformidade na base do polegar. É uma das formas mais comuns de artrose nas mãos, especialmente em mulheres após os 50 anos.

A dor costuma ser mecânica, ou seja, piora com o uso da mão e melhora com o repouso. Atividades simples do dia a dia, como abrir potes, girar a chave na porta, segurar o celular ou apertar objetos, tornam-se progressivamente mais difíceis e dolorosas. O reconhecimento precoce do quadro permite intervir na dor antes que a limitação funcional se acentue.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da rizartrose é clínico e baseado na história do paciente e no exame físico da base do polegar, incluindo testes específicos que reproduzem a dor ao pressionar e girar a articulação. A radiografia auxilia no estadiamento do desgaste articular, enquanto a ultrassonografia permite avaliar em tempo real a articulação, a presença de derrame ou inflamação local e diferenciar a rizartrose de outras causas de dor no punho e na base do polegar, como a tenossinovite de De Quervain. Essa distinção é importante para direcionar o tratamento da dor de forma precisa e evitar atribuir toda a queixa a uma única causa.

Sintomas mais comuns

  • Dor na base do polegar: localizada na região onde o polegar se encontra com o punho
  • Dor ao pinçar e segurar: piora ao apertar, girar chaves, abrir potes ou segurar objetos
  • Perda de força na pinça: dificuldade em segurar objetos com firmeza
  • Rigidez matinal: sensação de articulação travada, especialmente ao iniciar o uso da mão
  • Estalos ou crepitação: sensação de atrito ao mover o polegar
  • Deformidade na base do polegar: em fases avançadas, saliência ou desvio da articulação

Quem é mais afetado

  • Sexo: mais frequente em mulheres, sobretudo após a menopausa
  • Faixa etária: costuma surgir a partir dos 50 anos, embora possa ocorrer antes
  • Uso repetitivo da mão: atividades manuais e profissionais que exigem pinça e preensão frequentes
  • Histórico familiar: predisposição hereditária ao desgaste articular
  • Trauma prévio: fraturas ou lesões anteriores na base do polegar
  • Frouxidão ligamentar: maior mobilidade articular que sobrecarrega a articulação ao longo do tempo

Impacto no dia a dia

Por comprometer o movimento de pinça, a rizartrose interfere diretamente em tarefas cotidianas que dependem da força e da precisão da mão. Muitos pacientes relatam dificuldade em escrever, digitar, abrir embalagens, cozinhar ou realizar o trabalho manual, com impacto tanto na rotina doméstica quanto na atividade profissional. O controle adequado da dor ajuda a preservar a autonomia e a manter a função da mão pelo maior tempo possível.

O papel da infiltração guiada por ultrassom

A articulação da base do polegar é pequena e profunda, o que torna a infiltração às cegas imprecisa. Com a infiltração guiada por ultrassom, o Dr. Jessie Cardoso visualiza a articulação em tempo real e deposita a medicação exatamente no espaço articular, aumentando a precisão e a segurança do procedimento. Em casos selecionados, pode ser indicada a viscossuplementação, com aplicação de ácido hialurônico para lubrificar a articulação e reduzir o atrito responsável pela dor.

É importante deixar claro que a infiltração e a viscossuplementação tratam a dor e melhoram a função, mas não revertem o desgaste da cartilagem já instalado. São ferramentas de controle da dor, avaliadas individualmente. Quando o desgaste é avançado e a limitação é grave, ou quando há indicação de tratamento cirúrgico, o paciente é orientado e encaminhado ao ortopedista ou cirurgião de mão para conduta específica.

Como é feito o procedimento, quando indicado

  • 1. Avaliação médica: história clínica, exame físico da base do polegar e análise de exames de imagem
  • 2. Ultrassonografia diagnóstica: avaliação da articulação trapeziometacarpiana e do grau de comprometimento
  • 3. Planejamento terapêutico: definição da medicação mais adequada, considerando o estágio do desgaste
  • 4. Infiltração guiada, se indicada: deposição da medicação no espaço articular com visualização em tempo real
  • 5. Reavaliação: acompanhamento da resposta à dor e orientação sobre cuidados e proteção da articulação

Quando procurar avaliação

  • Dor na base do polegar ao pinçar, girar ou segurar objetos
  • Perda de força para apertar e segurar com firmeza
  • Rigidez ou sensação de travamento na base do polegar
  • Dor que piora com o uso da mão e melhora com o repouso
  • Dificuldade progressiva em tarefas simples do dia a dia
  • Diagnóstico prévio de rizartrose com dor persistente apesar do tratamento

Perguntas frequentes

A rizartrose tem cura?

A rizartrose é uma condição de desgaste articular e não tem cura definitiva sem procedimento cirúrgico em casos avançados. O objetivo do tratamento da dor é aliviar os sintomas, preservar a função da mão e melhorar a qualidade de vida, sempre com acompanhamento individualizado.

A infiltração no polegar dói?

O procedimento é feito com anestésico local e, por ser guiado por ultrassom, tende a ser mais preciso e confortável. Pode haver leve desconforto no momento da aplicação e nas horas seguintes, geralmente bem tolerado. A sensibilidade individual é sempre considerada.

Qual a diferença entre infiltração e viscossuplementação?

A infiltração geralmente utiliza medicação anti-inflamatória para reduzir a dor e a inflamação. A viscossuplementação usa ácido hialurônico para lubrificar a articulação e diminuir o atrito. A escolha depende do estágio da rizartrose e da avaliação individual.

Quanto tempo dura o alívio da dor?

A duração é variável e individual, dependendo do grau de desgaste e da resposta de cada paciente. Em alguns casos o alívio se mantém por meses, podendo o procedimento ser repetido conforme avaliação médica. Não se trata de resultado garantido nem permanente.

Vou precisar de cirurgia?

Nem sempre. Muitos pacientes controlam bem a dor com tratamento conservador, incluindo infiltração, órteses e orientação de uso da mão. A cirurgia é reservada para casos avançados ou sem resposta ao tratamento da dor, situação em que o paciente é encaminhado ao cirurgião de mão.

Preciso de encaminhamento para agendar?

Não é necessário encaminhamento para agendar a avaliação com o Dr. Jessie Cardoso em Goiânia. Casos que exijam cirurgia ou conduta ortopédica específica são orientados e encaminhados ao especialista adequado.

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