Placa de Ateroma: Entendendo o Risco Cardiovascular

As placas de ateroma são depósitos de gordura, colesterol e outras substâncias que se acumulam nas paredes das artérias. Este processo, chamado aterosclerose, é a principal causa de infartos e AVCs.

O Dr. Jessie Cardoso, especialista em Medicina e Estilo de Vida em Goiânia, oferece através do Projeto Resgate uma abordagem para estabilizar e reduzir placas de ateroma, diminuindo significativamente o risco cardiovascular.

Como as Placas de Ateroma Se Formam?

O processo de formação das placas é gradual:

  • Lesão Endotelial: A parede interna da artéria sofre danos (por hipertensão, tabagismo, diabetes)
  • Infiltração de LDL: O colesterol LDL penetra na parede danificada
  • Inflamação: Células de defesa tentam limpar o colesterol e causam inflamação
  • Formação da Placa: Acúmulo de células, gordura e tecido fibroso forma a placa
  • Crescimento: A placa cresce ao longo dos anos, estreitando a artéria
  • Complicações: A placa pode romper, formando um coágulo que bloqueia a artéria

Fatores Que Aceleram a Formação de Placas

  • Colesterol LDL Elevado: Principal componente das placas
  • Hipertensão: Danifica as paredes arteriais
  • Diabetes: Glicose alta acelera o processo
  • Tabagismo: Extremamente danoso às artérias
  • Inflamação Crônica: Proteína C-reativa elevada
  • Obesidade: Especialmente gordura visceral
  • Sedentarismo: Falta de exercício
  • Histórico Familiar: Doença cardiovascular precoce na família

Tipos de Placas: Estáveis vs. Instáveis

Placas Estáveis

Têm uma capa fibrosa grossa que as protege de ruptura. Podem causar obstrução gradual, mas são menos propensas a eventos agudos.

Placas Instáveis (Vulneráveis)

Têm uma capa fina e muito conteúdo gorduroso. São as mais perigosas, pois podem romper subitamente, causando infarto ou AVC.

Importante: O tamanho da placa não é o único fator de risco. Uma placa pequena mas instável pode ser mais perigosa que uma grande e estável.

Diagnóstico das Placas de Ateroma

  • Doppler de Carótidas: Avalia placas nas artérias do pescoço
  • Escore de Cálcio Coronário: Tomografia que quantifica cálcio nas coronárias
  • Angiotomografia: Visualiza as artérias coronárias e suas placas
  • Teste Ergométrico: Avalia função cardíaca sob esforço
  • Cateterismo: Padrão-ouro para avaliar obstruções coronárias

Tratamento no Projeto Resgate

Estabilização das Placas

O primeiro objetivo é tornar as placas estáveis, reduzindo o risco de ruptura. Isso é alcançado através de:

  • Redução de LDL: Quanto mais baixo, melhor (meta de LDL menor que 70 para alto risco)
  • Controle da Inflamação: Dieta anti-inflamatória e exercício
  • Controle Pressórico: Manter pressão adequada

Regressão das Placas

Com controle agressivo do LDL e estilo de vida saudável, é possível reduzir o tamanho das placas - algo que antes se considerava impossível.

Mudanças de Estilo de Vida

  • Alimentação: Mediterrânea ou low-carb, rica em vegetais e gorduras saudáveis
  • Exercício: Aeróbico regular melhora perfil lipídico e função endotelial
  • Cessação do Tabagismo: Fundamental para quem fuma
  • Controle do Estresse: Estresse crônico contribui para inflamação

Proteja Suas Artérias

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