A neuropatia diabética é a lesão de nervos periféricos causada pela diabetes descompensada, comum em pés e mãos. Em Goiânia, o Dr. Jessie Cardoso (CRM/GO 9363) avalia o quadro com ultrassonografia e, em casos selecionados, pode considerar o bloqueio de nervos periféricos guiado por imagem como parte do controle sintomático da dor, sempre associado ao controle glicêmico.

O que é a neuropatia diabética

A neuropatia diabética é uma complicação da diabetes mellitus na qual os níveis elevados de glicose no sangue, ao longo do tempo, causam dano aos nervos periféricos, tanto por efeito direto sobre a fibra nervosa quanto por comprometimento dos pequenos vasos que nutrem esses nervos. É mais comum nos pés e nas mãos, seguindo um padrão que costuma começar nas extremidades e progredir de forma simétrica, o chamado padrão em "bota e luva". Trata-se de um tipo de dor neuropática associada diretamente ao controle da doença de base, e é uma das complicações crônicas mais frequentes em pessoas com diabetes de longa data.

Além do desconforto, a perda de sensibilidade associada à neuropatia diabética aumenta o risco de lesões nos pés que passam despercebidas, o que reforça a importância do acompanhamento regular e dos cuidados preventivos com a pele e as unhas dessa região.

A neuropatia diabética é uma das complicações mais comuns do diabetes de longa duração, podendo acometer uma parte significativa dos pacientes ao longo dos anos, especialmente quando o controle glicêmico não é adequado. Além do componente sensitivo, em alguns casos há também envolvimento de nervos que controlam funções automáticas do corpo, o que reforça a importância de um acompanhamento amplo e não restrito apenas aos sintomas de dor.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da neuropatia diabética envolve história clínica, exame físico com avaliação da sensibilidade e, em alguns casos, exames complementares específicos de condução nervosa. A ultrassonografia pode ser útil na avaliação de nervos periféricos acessíveis pela imagem, auxiliando na identificação de pontos de compressão associados, como a síndrome do túnel do carpo, que pode coexistir com a neuropatia diabética e agravar os sintomas em mãos e punhos. Essa avaliação combinada ajuda o Dr. Jessie Cardoso a diferenciar sintomas puramente relacionados à diabetes de outras causas associadas que também podem ser tratadas.

Sintomas

  • Formigamento: sensação de agulhadas nos pés e nas mãos
  • Queimação: dor em ardência, muitas vezes mais intensa à noite
  • Perda de sensibilidade: dificuldade em perceber toque, temperatura ou pequenos ferimentos
  • Fraqueza: em casos mais avançados, comprometimento da força muscular
  • Alterações de equilíbrio: maior risco de quedas devido à perda de sensibilidade nos pés
  • Feridas de cicatrização lenta: por vezes despercebidas devido à perda de sensibilidade

Fatores de risco

  • Tempo de diagnóstico da diabetes: quanto mais longa a doença, maior o risco de neuropatia
  • Controle glicêmico inadequado: níveis de glicose persistentemente elevados aceleram o dano aos nervos
  • Hipertensão associada: agrava o comprometimento vascular dos nervos periféricos
  • Tabagismo: prejudica a circulação e piora o dano nervoso
  • Obesidade: associada a maior risco de complicações metabólicas
  • Consumo excessivo de álcool: pode contribuir para lesão adicional dos nervos

O controle glicêmico como base do tratamento

O controle adequado da glicemia, em acompanhamento com o endocrinologista ou clínico responsável, é a base do tratamento da neuropatia diabética e o principal fator para evitar a progressão do dano aos nervos. Nenhuma outra medida substitui esse controle, que deve ser mantido de forma contínua. Cuidados regulares com os pés, avaliação periódica da sensibilidade e uso de calçados adequados também fazem parte do manejo preventivo dessa complicação.

Como o bloqueio guiado por ultrassom pode ajudar

Em casos selecionados, conforme avaliação individual, o bloqueio de nervos periféricos guiado por ultrassom pode ser considerado como parte do controle sintomático da dor, quando o nervo relacionado ao sintoma é acessível pela imagem. Essa abordagem não substitui o controle glicêmico nem o acompanhamento endocrinológico, e é sempre discutida dentro de um plano de tratamento mais amplo, definido caso a caso.

Como é feito o procedimento

  • 1. Avaliação médica: história clínica, exame físico e revisão do controle glicêmico atual
  • 2. Ultrassonografia diagnóstica: identificação do nervo periférico relacionado ao sintoma
  • 3. Planejamento terapêutico: definição da conduta em conjunto com o acompanhamento endocrinológico
  • 4. Bloqueio guiado, se indicado: deposição do medicamento próximo ao nervo, com visualização em tempo real
  • 5. Reavaliação: acompanhamento da resposta ao procedimento e do controle glicêmico geral

Quando procurar avaliação

  • Formigamento ou queimação persistente nos pés ou nas mãos
  • Perda de sensibilidade em extremidades
  • Dor que piora à noite e interfere no sono
  • Diabetes diagnosticada sem acompanhamento regular dos sintomas neurológicos
  • Feridas nos pés que demoram a cicatrizar ou passam despercebidas
  • Alterações de equilíbrio ou quedas frequentes relacionadas à perda de sensibilidade nos pés

Perguntas frequentes

A neuropatia diabética tem cura?

Não há cura definitiva, mas o controle glicêmico adequado pode estabilizar ou reduzir a progressão do quadro. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas e preservar a função dos nervos.

Qual a diferença entre neuropatia diabética e outras dores neuropáticas?

A neuropatia diabética tem como causa direta o dano aos nervos causado pela diabetes descompensada, enquanto outras formas de dor neuropática, como a neuralgia pós-herpética, têm origens diferentes. O tratamento de base varia conforme a causa identificada.

O bloqueio é indicado para o meu caso?

A indicação depende da localização dos sintomas, do controle glicêmico atual e da avaliação clínica, sempre feita de forma individual em consulta.

Quanto tempo dura o alívio do bloqueio guiado por ultrassom?

A duração do alívio é individual e depende do controle glicêmico e da causa dos sintomas. Por isso, o bloqueio é sempre encarado como parte de um plano de tratamento mais amplo, e não como solução isolada.

Existe forma de prevenir a neuropatia diabética?

Manter o controle glicêmico adequado desde o diagnóstico da diabetes é a principal forma de reduzir o risco de neuropatia. Cuidados regulares com os pés e acompanhamento médico periódico também ajudam a identificar alterações precocemente.

Preciso de encaminhamento para agendar?

Não é necessário encaminhamento para agendar a avaliação com o Dr. Jessie Cardoso em Goiânia. O acompanhamento em conjunto com o endocrinologista costuma ser recomendado.

A neuropatia diabética afeta só os pés?

Os pés costumam ser a região mais acometida, mas as mãos também podem apresentar sintomas, geralmente em fase mais avançada. Em alguns casos, há também comprometimento de nervos relacionados a funções automáticas do corpo, o que reforça a importância do acompanhamento clínico amplo.

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