A epicondilite é a inflamação dos tendões que se fixam no cotovelo, conhecida como cotovelo de tenista (lateral) e cotovelo de golfista (medial), e muitos casos respondem bem a tratamento com infiltração guiada por ultrassonografia. Em Goiânia, o Dr. Jessie Cardoso (CRM/GO 9363) avalia a origem da dor com ultrassom e direciona a conduta de forma individual, considerando cada caso, o tempo de evolução dos sintomas e as atividades do dia a dia do paciente.

O que é epicondilite e por que ela acontece

A epicondilite é uma tendinopatia por sobrecarga: o esforço repetitivo dos músculos do antebraço gera microlesões nos tendões que se inserem nas saliências ósseas do cotovelo (os epicôndilos). Ao contrário do que o nome sugere, os estudos atuais mostram que nem sempre há uma inflamação clássica no tecido; muitas vezes o que se encontra é um processo de degeneração e cicatrização incompleta do tendão, decorrente de sobrecarga que se repete antes de o tecido conseguir se recuperar por completo. É uma das causas mais comuns de dor no cotovelo e faz parte do grupo das tendinites que acometem os membros superiores.

O quadro costuma se instalar de forma gradual, e não a partir de um único trauma. Movimentos repetidos de punho e mão, força de preensão mantida por longos períodos e uso de ferramentas vibratórias estão entre os fatores que mais sobrecarregam a região. Por isso, a epicondilite é frequente tanto em atletas quanto em pessoas cuja rotina de trabalho exige as mãos, mesmo sem qualquer prática esportiva.

Epicondilite lateral e medial

Apesar de compartilharem o mesmo mecanismo, a epicondilite se apresenta de duas formas principais, conforme o lado do cotovelo afetado:

  • Epicondilite lateral (cotovelo de tenista): dor na parte externa do cotovelo, comum em quem faz movimentos repetidos de extensão do punho, como digitar, usar ferramentas ou praticar tênis. É a forma mais frequente das duas.
  • Epicondilite medial (cotovelo de golfista): dor na parte interna do cotovelo, ligada a movimentos de flexão do punho e à prática de golfe, musculação ou trabalho manual repetitivo.

Identificar corretamente o lado acometido orienta a avaliação e ajuda a diferenciar a epicondilite de outras causas de dor na região, como compressões nervosas e problemas articulares.

Principais causas e fatores de risco

  • Movimentos repetitivos: gestos de punho e mão realizados muitas vezes ao dia, no trabalho ou no esporte
  • Sobrecarga de preensão: segurar objetos com força por tempo prolongado, como ferramentas e alicates
  • Técnica esportiva inadequada: execução incorreta de golpes no tênis, no golfe ou na musculação
  • Aumento súbito de atividade: intensificar treinos ou tarefas manuais sem adaptação progressiva
  • Ferramentas vibratórias: uso frequente de equipamentos que transmitem vibração ao antebraço
  • Fatores individuais: idade, alterações do tendão preexistentes e recuperação incompleta de esforços anteriores

Sintomas e sinais que merecem avaliação

  • Dor no cotovelo ao pegar objetos, apertar as mãos ou girar o punho
  • Dor que se irradia da região do cotovelo em direção ao antebraço
  • Sensação de fraqueza para segurar peso ou realizar movimentos de força
  • Dor que piora com esforço e melhora parcialmente com repouso
  • Sensibilidade ao toque na parte externa ou interna do cotovelo
  • Sintomas que persistem por semanas ou retornam após parar a atividade

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta. O diagnóstico e a conduta são sempre definidos de forma individual, após avaliação médica.

Como o ultrassom ajuda no diagnóstico

A ultrassonografia musculoesquelética é um exame que permite observar o tendão do cotovelo em tempo real, avaliando sua espessura, textura e eventuais áreas de degeneração ou de aumento de vascularização. Com isso, o médico consegue confirmar se a dor tem origem na epicondilite ou se decorre de outra estrutura da articulação, como ligamentos, bursas ou nervos que passam pela região. Essa diferenciação é importante para direcionar o tratamento de forma mais precisa e evitar condutas desnecessárias.

Por ser um exame dinâmico, o ultrassom também pode ser realizado durante alguns movimentos do punho e do cotovelo, o que ajuda a reproduzir a queixa do paciente e a localizar com exatidão o ponto de maior sensibilidade.

Como o ultrassom ajuda no tratamento

A infiltração guiada por ultrassonografia permite visualizar o tendão inflamado em tempo real. Assim, quando indicada, a medicação é levada exatamente ao ponto afetado do cotovelo, com mais precisão do que a técnica feita sem imagem. Essa orientação por imagem reduz o risco de depositar o medicamento em local inadequado e ajuda a poupar estruturas vizinhas, como vasos e nervos.

Em situações selecionadas, o médico pode considerar também o bloqueio analgésico guiado por ultrassom como parte da estratégia de controle da dor. A escolha da técnica é sempre individual e feita após a avaliação, dentro de um plano que geralmente combina medidas de reabilitação.

Como é feito o procedimento, quando indicado

  • 1. Avaliação médica: história clínica, exame físico do cotovelo e revisão das atividades que desencadeiam a dor
  • 2. Ultrassonografia diagnóstica: visualização do tendão e confirmação da origem da dor, com localização do ponto acometido
  • 3. Definição da conduta: decisão individual sobre a indicação da infiltração, considerando o tempo de evolução e as tentativas anteriores
  • 4. Infiltração guiada, se indicada: deposição do medicamento no ponto identificado, com a agulha acompanhada em tempo real pela imagem
  • 5. Orientações e reavaliação: cuidados após o procedimento, ajuste de atividades e acompanhamento da resposta ao tratamento

A infiltração costuma ser considerada quando as medidas iniciais não trouxeram alívio suficiente, e não como primeira e única medida. A decisão é sempre compartilhada entre médico e paciente.

Cuidados que costumam acompanhar o tratamento

  • Ajuste ou pausa das atividades que sobrecarregam o cotovelo
  • Fisioterapia e exercícios de fortalecimento e alongamento orientados
  • Correção de técnica esportiva e de ergonomia no trabalho
  • Medicação para controle da dor, quando indicada pelo médico
  • Infiltração guiada por ultrassom em casos selecionados
  • Retomada gradual das atividades, respeitando o tempo de recuperação do tendão

Perguntas frequentes

A infiltração cura a epicondilite?

A infiltração guiada ajuda a controlar a inflamação e a dor. O resultado depende da causa, do tempo de evolução e de cada caso; a conduta é definida após avaliação médica, não havendo garantia de cura. Na maioria das vezes, ela é combinada com reabilitação e ajuste de atividades.

Qual a diferença entre cotovelo de tenista e de golfista?

São o mesmo tipo de lesão em lados diferentes: o cotovelo de tenista afeta a parte externa (epicondilite lateral) e o de golfista a parte interna (epicondilite medial) do cotovelo. Ambos decorrem de sobrecarga dos tendões do antebraço.

Preciso praticar esporte para ter epicondilite?

Não. Apesar dos nomes populares, a maior parte dos casos ocorre em pessoas cuja rotina exige movimentos repetitivos das mãos, como trabalho manual, digitação e uso de ferramentas, sem qualquer prática esportiva.

Quanto tempo leva para melhorar?

A recuperação é variável e individual. Como o tendão cicatriza lentamente, a melhora costuma acontecer ao longo de semanas a meses, dependendo do tempo de evolução, da adesão à reabilitação e do controle dos fatores que sobrecarregam o cotovelo.

O ultrassom serve para diagnosticar e para tratar?

Sim. A ultrassonografia é usada tanto para avaliar o tendão e confirmar a origem da dor quanto para guiar a infiltração até o ponto afetado, quando o procedimento é indicado.

A infiltração é o único tratamento?

Não. A epicondilite costuma ser tratada com uma combinação de medidas, como ajuste de atividades, fisioterapia e medicação. A infiltração guiada por ultrassom é uma ferramenta considerada em casos selecionados, dentro de um plano mais amplo.

Preciso de encaminhamento para agendar?

Não é necessário encaminhamento para agendar a avaliação com o Dr. Jessie Cardoso em Goiânia.

Avalie a dor no cotovelo na origem

Agende sua avaliação com o Dr. Jessie Cardoso em Goiânia.

Agendar pelo WhatsApp