A dor no quadril costuma ter origem em bursite trocantérica, tendinopatias dos glúteos e artrose do quadril, condições que podem ser avaliadas e tratadas com apoio da ultrassonografia. Em Goiânia, o Dr. Jessie Cardoso (CRM/GO 9363) identifica a estrutura responsável pela dor por meio de imagem em tempo real e planeja a conduta de forma individual para cada paciente, priorizando abordagens minimamente invasivas quando indicadas.

O que é a dor no quadril e por que ela acontece

O quadril é uma articulação profunda e complexa, formada pela cabeça do fêmur e pelo acetábulo (a "concha" da bacia), envolta por músculos potentes, tendões, ligamentos e pequenas bolsas de deslizamento chamadas bursas. Por sustentar o peso do corpo e participar de praticamente todos os movimentos ao caminhar, sentar e subir escadas, a região está sujeita a sobrecarga mecânica e desgaste ao longo do tempo. A dor pode se originar dentro da própria articulação (como na artrose) ou nas estruturas ao redor dela (como na bursite e nas tendinopatias), e nem sempre a localização da dor corresponde exatamente ao local do problema.

É comum, por exemplo, que uma dor sentida na virilha tenha origem articular, enquanto uma dor na lateral do quadril esteja relacionada aos tendões glúteos ou à bursa trocantérica. Fatores como idade, sobrepeso, atividades de impacto repetitivo, fraqueza muscular e alterações de postura ou da marcha contribuem para o surgimento e a perpetuação do quadro. Justamente por essa diversidade de causas, identificar corretamente a estrutura envolvida é o passo mais importante antes de definir qualquer tratamento.

Principais causas e tipos de dor no quadril

A dor na região do quadril pode surgir por diferentes motivos, e a ultrassonografia ajuda a distinguir a estrutura envolvida antes de definir o tratamento.

  • Bursite trocantérica: inflamação ou irritação da bursa na lateral do quadril, com dor ao deitar sobre o lado afetado, ao subir escadas e ao caminhar por períodos prolongados
  • Tendinopatias dos glúteos: sobrecarga, degeneração ou inflamação dos tendões glúteos que se inserem na lateral do fêmur, frequentemente associadas à dor trocantérica
  • Artrose do quadril: desgaste progressivo da cartilagem articular, com rigidez, dor na virilha e limitação de movimento, sobretudo pela manhã ou após repouso
  • Síndrome do impacto femoroacetabular: contato anormal entre a cabeça do fêmur e o acetábulo, que pode gerar dor na virilha e limitação em movimentos de rotação e flexão
  • Dor referida da coluna lombar: alterações na região lombar podem irradiar para a nádega e o quadril, simulando um problema articular local

Como a ultrassonografia ajuda no diagnóstico

A ultrassonografia musculoesquelética permite avaliar tendões, bursas e partes moles ao redor do quadril em tempo real, inclusive durante o movimento (avaliação dinâmica), algo que exames estáticos nem sempre conseguem mostrar. Com essa imagem, é possível diferenciar uma bursite trocantérica de uma tendinopatia glútea, identificar espessamentos, coleções líquidas ou sinais de inflamação e observar como as estruturas se comportam em diferentes posições. Essa avaliação orienta a diferenciação entre as diversas causas de dor e contribui para uma conduta mais precisa.

O exame é seguro, não utiliza radiação e pode ser repetido quantas vezes forem necessárias para acompanhar a evolução do quadro. Ainda assim, é importante lembrar que a ultrassonografia é uma ferramenta complementar: o diagnóstico final é sempre individual e integra a história do paciente, o exame físico e, quando necessário, outros métodos de imagem, como a radiografia ou a ressonância magnética, especialmente na avaliação de estruturas mais profundas da articulação.

Tratamentos guiados por ultrassom para o quadril

Conforme a causa identificada, o tratamento pode incluir infiltrações guiadas por ultrassom direcionadas à bursa ou à região do tendão afetado, o que ajuda a controlar a dor e a inflamação localizada. Em quadros de artrose, a viscossuplementação com hialuronatos também pode ser considerada, com o objetivo de melhorar a lubrificação articular. Em alguns casos de dor persistente, o bloqueio analgésico guiado por ultrassom pode ser uma opção complementar dentro do plano terapêutico.

A grande vantagem da orientação por imagem é permitir que a agulha seja posicionada exatamente na estrutura-alvo, com visualização em tempo real, o que aumenta a precisão e reduz a chance de o medicamento ser depositado em local inadequado. Esses procedimentos costumam ser complementares às medidas conservadoras, como fisioterapia, fortalecimento muscular e ajuste das atividades diárias, e cada abordagem é definida após avaliação médica individual.

Sintomas e quando procurar avaliação

Alguns sinais indicam que a dor no quadril merece uma avaliação especializada, especialmente quando persiste ou limita as atividades do dia a dia.

  • Dor na lateral do quadril ao deitar de lado, ao caminhar ou subir escadas
  • Rigidez e limitação de movimento na articulação, sobretudo pela manhã
  • Dor na virilha ou na região glútea que irradia para a coxa
  • Dor que persiste apesar de medicação, repouso e ajuste de atividades
  • Sensação de travamento, estalos ou instabilidade ao movimentar o quadril
  • Dificuldade progressiva para calçar sapatos, cortar as unhas dos pés ou entrar no carro

Como é feito o procedimento, quando indicado

Quando um procedimento guiado por imagem é considerado, ele segue etapas bem definidas, sempre condicionadas à avaliação individual do paciente.

  • 1. Avaliação médica: história clínica detalhada, exame físico e revisão de exames prévios para localizar a origem da dor
  • 2. Ultrassonografia diagnóstica: identificação em tempo real da estrutura envolvida, seja bursa, tendão ou articulação
  • 3. Planejamento terapêutico: definição da conduta mais adequada, considerando as medidas conservadoras já em andamento
  • 4. Procedimento guiado, se indicado: posicionamento preciso da agulha com visualização contínua e deposição do medicamento no alvo
  • 5. Reavaliação e acompanhamento: avaliação da resposta e ajuste do plano, em conjunto com fisioterapia e demais orientações

Vale reforçar que a infiltração é uma ferramenta dentro de um plano mais amplo, e não uma solução isolada. A decisão de realizá-la é sempre individual e depende do quadro específico de cada paciente.

Perguntas frequentes

Bursite trocantérica tem tratamento?

Sim. A bursite trocantérica pode ser abordada com medidas conservadoras, como fisioterapia, fortalecimento dos glúteos e ajuste de atividades, e, em alguns casos, com infiltrações guiadas por ultrassom. A conduta é sempre individualizada, conforme a avaliação do Dr. Jessie Cardoso.

A viscossuplementação serve para o quadril?

Em quadros de artrose do quadril, a viscossuplementação pode ser uma opção considerada, com o objetivo de auxiliar na lubrificação e no conforto articular, sempre de acordo com a avaliação médica individual.

Preciso de imagem antes da infiltração?

A ultrassonografia ajuda a confirmar a estrutura envolvida e a orientar o procedimento em tempo real, contribuindo para maior precisão. A indicação de exames e do tratamento é definida caso a caso.

Como saber se a dor vem do quadril ou da coluna?

Nem sempre é simples distinguir, porque problemas da coluna lombar podem irradiar para a nádega e o quadril. O exame físico associado à ultrassonografia ajuda a identificar a origem da dor, e em alguns casos outros exames de imagem podem ser necessários para esclarecer o quadro.

A infiltração no quadril dói?

O procedimento costuma ser bem tolerado. A orientação por ultrassom permite posicionar a agulha com precisão, e medidas de conforto são adotadas conforme cada caso. Eventuais sensações e cuidados após o procedimento são explicados individualmente durante a avaliação.

Vou precisar de cirurgia no quadril?

Nem todo caso de dor no quadril exige cirurgia. Muitas condições respondem a medidas conservadoras e a procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem. A indicação cirúrgica, quando existe, depende do diagnóstico, da gravidade e da resposta aos tratamentos anteriores, e é sempre discutida de forma individual.

Preciso de encaminhamento para agendar?

Não é necessário encaminhamento para agendar a avaliação com o Dr. Jessie Cardoso em Goiânia. Quando útil, o acompanhamento em conjunto com outras especialidades, como ortopedia e fisioterapia, costuma ser recomendado.

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